Faz um tempo que os frequentadores e residentes do Manifesto têm encontrado uma carinha nova na recepção. Carolina Nery, ou simplesmente Carol, tem 23 anos e depois de alguns trabalhos como freelancer no coworking, foi chamada para fazer parte da equipe de colaboradores.


Formada em Direito, Carol descobriu na metade do curso que não queria seguir a carreira na área, no entanto, por entrar muito nova na faculdade — aos 16 anos —, optou por terminar a graduação e tirar a OAB. Durante esse período realizou um intercâmbio em Malta, país situado no sul da Europa. “Fui para me conhecer melhor, crescer, aproveitar, curtir, e fazer um curso de inglês”, diz Carol. Ela também usou as férias do curso para conhecer novos lugares, como Roma, Berlin, Amsterdam e Bruxelas.


Malta foi um divisor de águas na vida de Carol, enquanto estava lá conheceu uma amiga que foi muito importante para a sua decisão de se tornar atriz, profissão que busca seguir carreira atualmente. Carol voltou de lá mais independente e disposta a meter a cara nas coisas. Aos 20 anos, se sentia muito velha para entrar em uma faculdade de artes cênicas, então buscou outras alternativas, até encontrar o curso de atriz que faz hoje em dia na Companhia da Ilusão. “É um curso regular de cinco semestres com o método russo de Constantin Stanislavski e que me permite tirar o DRT (Delegacia Regional do Trabalho), que comprova que sou um profissional da área”, explica ela.


Em dezembro de 2017, Carol começou a trabalhar como freelancer no Manifesto. O convite surgiu através da Izadora Barros (a nossa Iza), amiga dos tempos de faculdade com a qual formou em Direito. Antes de trabalhar no Manifesto Carol não sabia sobre o que se tratava um coworking. “Eu achava que era algo de marketing, publicidade, uma agência”, relatou. A experiência durante o trabalho como freelancer fez Carol enxergá-lo como o local de emprego ideal — ela poderia sair da monotonia, ganhar dinheiro e conseguir se dedicar ao teatro. A decisão do sócio do Manifesto, Leonardo Ornelas, de aumentar a equipe, fez com que Carol virasse colaboradora fixa do coworking.

“Não venho para o Manifesto só como fonte de renda. Eu gosto de vim pra cá, gosto de trabalhar aqui e agregar”.  O trabalho no Manifesto foi o primeiro contato com uma área com a qual ela sempre gostou, mas nunca tinha atuado.

O gosto pela diversidade e contato com as pessoas foi o que mais fez com que Carol se encontrasse facilmente aqui. “O manifesto não é só um coworking. É uma família, uma comunidade. Isso dá mais vontade de vir para cá”, diz. O trabalho permite contato direto com outras áreas e uma troca de conhecimento, além do networking. Através do contato com um dos residentes, Carol conseguiu fazer figuração em um curta com atores reconhecidos no mercados e isso aumentou o seu leque de contato no mundo das artes. “Quero mostrar que o Manifesto também pode ser um lugar para as artes”, completa.

É através do boca a boca que a Carol divulga o Manifesto para todo mundo e explica para familiares e amigos sobre como ele funciona. “Eu quero ver as empresas que passam por aqui crescerem, quero ver as pessoas se conectarem. Quero ver o Manifesto alavancar”, finaliza.