Conheça as previsões do CEO do website de freelancers Upwork, Stephane Kasriel, e descubra porque

Você duvida do título deste artigo? Pois bem. Ele está baseado no texto publicado pelo CEO do website de freelancers Upwork, Stephane Kasriel, em que ele compartilha uma análise consistente sobre o assunto e faz quatro previsões para o futuro do trabalho que vale a conhecer. E isso tem tudo a ver com o mundo dos coworkings. Vamos a elas:

1. A inteligência artificial e a robótica vão criar mais postos de trabalho, não o desemprego em massa

O impacto da inteligência artificial o futuro não significa o juízo final para o mundo dos empregos. Afinal, as máquinas não se criam.

A história vem mostrando que a automação criou mais empregos, e não menos. Dito isso, é verdade que alguns empregos desaparecerão e é fácil concluir quais. Mas é muito mais difícil saber que trabalhos serão demandados em 30 anos. Certamente há muita gente que você conhece trabalhando em vagas que não existiam há 10, 20 anos.

A previsão do Stephane é: não haverá escassez de empregos no futuro, mas sim uma escassez de habilidades para preencher os cargos.

2. As cidades vão competir entre si pela captação dos melhores talentos

Quando a Amazon revelou em outubro seus planos de investir mais de US$ 5 bilhões na construção de uma segunda sede, recebeu mais de 200 propostas de diferentes cidades. Metrópoles em todos os EUA fizeram um grande esforço para chamar a atenção do CEO da empresa, Jeff Bezos.

Mas foi San Jose, na Califórnia, a cidade que enxergou além das outras e criou o que a Amazon precisava: mais profissionais qualificados do que incentivos fiscais. Em um editorial para o Wall Street Journal, "Por que não estou concorrendo pelo QG da Amazon", o prefeito Liccardo explicou que "grandes empresas como a Amazon querem estar onde o talento tecnológico está". E faz todo sentido.

Por isso Stephane acredita que a guerra de talentos do futuro não será mais entre empresas, mas entre cidades. Como a tecnologia une a sociedade e o trabalho remoto se torna a norma, as pessoas viverão nas cidades de sua escolha, em vez das que estão mais próximas de onde trabalham.

3. A maioria da força de trabalho nos EUA será freelancer até 2027

Hoje, mais de 57 milhões de trabalhadores - cerca de 36% da força de trabalho dos EUA - são freelancers. Com base nas taxas atuais de crescimento da força de trabalho encontradas no "Freelancing in America: 2017", a maioria da força de trabalho dos EUA será freelancer até 2027. A geração de mão de obra mais jovem está liderando o caminho, com quase metade dos millennials já trabalhando dessa forma.

De acordo com um relatório do Oxford Internet Institute, o uso de plataformas de talentos entre as grandes empresas aumentou 26% em 2017. Empresas como a Pfizer e a Samsung fazem parte deste crescente grupo de empresas que se tornaram on-line para encontrar freelancers.

4. A educação precisará romper o padrão (e isso já está acontecendo)

Segundo Stephane, a forma como educamos as gerações futuras não as prepara mais para a demanda que chega e se cria. A conta de que você estuda matemática, ciência e arte em sua juventude como disciplinas separadas, e depois trabalha para resolver problemas do mundo real na economia atual, não fecha.

Apesar disso, o CEO é otimista e, para ele, a educação do futuro se tornará mais flexível. Escolas baseadas em projetos, muitas oferecidas por especialistas em tecnologia, estão surgindo em muitos lugares como São Francisco (Holberton), Boston (Wildflower School) e Nova York (Portfolio).

Se o amor é líquido, como disse Zygmunt Bauman, o trabalho também é e os coworkings são espaços onde essa "liquidez" encontra abrigo e espaço para ser cada vez mais fluida.

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