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Marília Monteiro tem 30 anos, mas já andou bastante por aí. Nasceu em Campos dos Goytacazes, litoral norte fluminense, depois se mudou para o Rio de Janeiro para estudar na Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas e, em 2013, veio para Brasília, pela primeira vez, para trabalhar na Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça. Na segunda metade de 2015, ela trocou a capital por Berlim para cursar um Mestrado em Políticas Públicas na Hertie School of Governance e agora está de volta a Brasília, desde o fim de 2017, e trabalha na Fundação Mozilla. Marília é uma das residentes do Manifesto que nos orgulha bastante pelo trabalho que desenvolve.

Confira o nosso bate-papo.

Manifesto Coworking -  Qual é sua ocupação hoje na Fundação Mozilla?

Marília Monteiro  - Hoje faço parte do primeiro time de Technology Policy Fellows da Fundação Mozilla. O programa foi criado em 2017 para unir especialistas do mundo todo trabalhando na criação de políticas públicas e ações governamentais que contribuam para a saúde da Internet: pessoas envolvidas em ideias e ações para manter a Internet aberta e segura. Lançamos, recentemente, o Internet Health Report  um relatório interativo e produzido colaborativamente sobre a saúde da Internet, que contou com inputs dos fellows (me incluindo!) e suas respectivas áreas de atuação. Meu foco é na defesa do consumidor, privacidade e competição.

MC - Como surgiu o seu interesse por essa área de profissão? Você acredita que é um mercado em crescimento?

MM - Sempre tive interesse em tecnologia e, durante a faculdade de Direito, consegui unir esse interesse à minha vida profissional quando comecei a trabalhar no Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio. Desde então, venho seguindo a área de políticas de tecnologia em diferentes ângulos. Acredito que seja uma área em expansão, mas se encontra um pouco tímida devido a contextos econômico e político.

MC - O seu trabalho está associado à economia colaborativa / criativa? Como você enxerga esses movimentos?

MM- De certa forma, sim! A economia colaborativa/criativa opera na lógica da criação de redes e relações P2P, tudo a ver com política de Internet. O surgimento da Internet se sustentou nesses mesmos pilares: inovação baseada em colaboração e descentralização. Muito da economia colaborativa vem do avanço da Internet comercial no começo dos anos 2000, possibilitada justamente pela criação de redes operada pela Internet.  Trabalhos como esse da Fundação Mozilla tem por objetivo manter a Internet esse espaço descentralizado, aberto que permita cada vez mais inovação e colaboração de uma forma segura e sustentável.

MC - Por que trabalhar no Manifesto? Essa é uma política da empresa?

MM - Hoje, mais de 65% das pessoas que trabalham direta ou indiretamente com a Mozilla trabalham remotamente. Escolhi trabalhar em um coworking aqui em Brasília, pois também acredito nas redes e colaborações que fazemos offline. Espaços como o Manifesto são essenciais para criatividade! Esses ambientes de colaboração não só possibilitam mais oportunidades, como também amplificam nossos trabalhos de formas muitas vezes inimagináveis, pois reúne pessoas de áreas extremamente diversas. O Manifesto, especialmente, cria o melhor ambiente para criatividade e interação entre seus residentes, sendo extremamente sensível às nossas necessidades e peculiaridades (talvez menos rosquinha de coco por aí!)

Leia mais entrevistas de residentes do Manifesto em nosso feed do blog!

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