Desde o surgimento das redes sociais, compartilhar é palavra de ordem. Com elas, elevamos o sentido do compartilhamento a outros níveis e, agora, as pessoas sabem o prato que vamos comer, acompanham aquela viagem planejada por meses, assistem às travessuras dos nossos filhos em casa e veem até a nossa cara amassada ao acordar. Mas quando mostramos ao mundo os nossos momentos individuais, estamos realmente compartilhando ou apenas nos exibindo?

Compartilhar – DE VERDADE – não é apenas dividir; é tomar partido, fazer parte de algo com alguém, encontrar links e objetivos comuns.

E é disso que se trata a reinvenção do trabalho num ambiente de coworking. Aqui, compartilhar é dividir para multiplicar:

  • dividir espaços para multiplicar ideias;
  • dividir ideias para multiplicar projetos;
  • dividir projetos para multiplicar negócios.

Em nenhum outro lugar tudo isso acontece de forma tão orgânica quanto num coworking.

Essa mudança conceitual na forma de trabalhar é o tema do próximo Coworking Day, comemorado em todo o mundo nesta sexta-feira, 11 se agosto. A data celebra o 'coworking space’, conceito criado em 2005 por Brad Neuberg, que decidiu reunir alguns amigos para trabalhar com ele em uma casa e sair do home-office.

De lá para cá, a busca por ambientes inspiradores, que possibilitem encontros praticamente impossíveis no modelo tradicional de organização das empresas e negócios, e que estimulem o aprendizado permanente e a geração de novos negócios vem transformando a maneira como as pessoas encaram o seu trabalho.

E os resultados dessa transformação são visíveis. Num estudo realizado pelo instituto alemão Fraunhofer IAO, os entrevistados relataram um aumento de 75% na sua produtividade e de até 38% na renda depois de aderirem ao modelo de trabalho de coworking (que não para de crescer!).

 

Estar num coworking também facilita o início de novos negócios, já que costuma ser mais barato do que a manutenção de um escritório e não ocupa o tempo dos empreendedores com tarefas de rotina não ligadas à sua área de atuação, como limpeza e segurança do prédio, por exemplo.

Mas o que pensam os residentes?

Conversamos com um dos 60 que atualmente trabalham aqui no Manifesto.

"Quando decidimos trazer a nossa empresa para um coworking, nossa principal preocupação era estar em um lugar vivo, que permitisse a ampliação da nossa rede de contatos, onde pudéssemos conhecer pessoas e ideias novas, participar de eventos. Claro, tudo isso precisava estar associado a um custo justo, porém reduzido em relação à montagem de um escritório tradicional. Para mim, a soma desses fatores é a principal reinvenção do trabalho: estar em contato com as pessoas e construir uma rede de relacionamento diversa em vez de apenas possuir um espaço; consumir menos e de forma mais eficiente; trabalhar num ambiente vivo, colaborativo e ainda pagar menos por isso."

Rodrigo Rocha, sócio do Coletivo Conversa de Comunicação Criativa

 

Quer conhecer mais sobre Coworking? Vem conhecer a gente aqui no Manifesto. Vamos te receber com um sorriso no rosto e um café quentinho :)